Os artistas Adrian Luke, Bia Ferrer e Gian Carlo Latorraca , discutem sobre os processo criativo de suas produções com mediação Jê Américo . Finalizando o encontro o produtor musical Marcelo Tavares apresentará um set explorando a temática do debate. 

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Jê Américo( SP, 1966) Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - USP - 1994


Na segunda metade da década de 70, inicia carreira de desenhista técnico em escritórios de arquitetura, época pré-informática, quando os desenhos eram elaborados com canetas nanquins, esquadros e régua paralela. Desde o início da faculdade até o momento, desenvolve projetos de arquitetura, mobiliário e gerenciamento de obras. Em 2008, por sugestão de um amigo artista plástico, faz a primeira série de mapas a partir do contorno da América do Sul. Já nesses trabalhos, surgem as linhas, que serão uma marca importante nos trabalhos posteriores.
Práticas de meditação Zen Budista, estudos sobre Lógica, Matemática, Física e Filosofia da Ciência influenciaram a produção que se desenvolve a seguir. A questão da materialidade da realidade, explorada nas esculturas de Jesus Soto, e a geometria difusa de Mark Rothko, são também referências visuais fundamentais. A ausência de linhas de contorno tornam as formas inefáveis, ora surgindo como adensamentos do campo em que se encontram imersas, ora pela vibração de cores intensas, que como partículas subatômicas, permitem diferentes camadas de leitura, cada vez mais profundas, de sua composição.

Adrian Luke

Nascido na Australia, cresceu em Londres e está hoje baseado no Brasil. Adrian Luke começou cedo, aos 17 anos viajou para Londres e foi Inspirado pela cidade, buscando seus limites dentro dela. Por ser disléxico o processo de aprendizagem e compreensão sempre foi diferente,"somos todos professores e alunos, nunca paramos de aprender com as experiências "Amante das artes, fotografia e design, Adrian foi autodidata com a câmera, descobriu suas ferramentas e possibilidades de criar uma linguagem visual. Devido a dislexia, imagem sempre foi sua melhor maneira de expressão. Nos últimos 8 anos em São Paulo, Adrian desenvolveu um estilo pessoal que mescla visão autoral, base técnica e liberdade.

Bia Ferrer

Desde 2007, com passagens por cidades da América Latina, Europa e Estados Unidos, a artista busca material para suas pesquisas e produz intervenções artísticas aliando arte de rua à fotografia, expondo as imagens obtidas em fachadas e muros das cidades usando desde técnicas de colagem e fotografia de celular. Em 2016 participou do SP Urban Digital Festival onde fez uso de técnicas para projeção de obras no Auditório do Ibirapuera, Cinemateca e na fachada da Fiesp. Com sua produção autoral, vem realizando exposições individuais e coletivas. Recentemente realizou intervenções urbanas em São Paulo, Nova Iorque e Barcelona além, de uma exposição no Museu da Imagem e do Som (MIS). Iniciou o ano de 2017 em uma exposição coletiva no Centro Cultural Olido.

Giancarlo Latorraca

É arquiteto formado pela FAU-USP e professor licenciado da Escola da Cidade, da qual é associado. Colaborou com Lina Bo Bardi, Paulo Mendes da Rocha e com o escritório Brasil Arquitetura. Trabalhou no Instituto Lina Bo e P.M. Bardi de 1993 a 2001, desenvolvendo projetos editoriais e de exposições nacionais e internacionais. Realizou inúmeros projetos expográficos em sociedade com o escritório Apiacás Arquitetos (2001-2010) e atualmente é Diretor Técnico do Museu da Casa Brasileira em São Paulo, onde realizou entre outras, a mostra Maneiras de expor: arquitetura expositiva de Lina Bo Bardi , prêmio APCA-2014, Categoria “Fronteiras da arquitetura”, modalidade "Arquitetura e Urbanismo". Sua prática com desenho e pintura perpassa as atividades descritas acima, tendo apresentado seus trabalhos em mostras na própria faculdade e galerias com destaque para a mostra de inauguração do MUBE em que realizou pintura de out door com a temática sobre o rio Tietê, assunto da exposição, que incluía desenhos seus feitos na marginal. Realiza desde 2005 os desenhos em giz que retratam a paisagem paulistana nos restaurantes Ritz da cidade, além de diversos painéis com essa temática em casas particulares e espaços públicos como Escola da rede FDE, feito emparceria com o escritório Apiacás Arquitetos. Dedica-se a desenhar a paisagem de são Paulo em suas diversas faces, realizando atividade didática de desenho nos cursos de arquitetura da Universidade Católica de Santos (Unisantos) e Escola da Cidade, em parceria com Paulo Von Poser.

Marcelo Tavares

Desde 2010, Marcelo conduz o Deep Space Podcast, hoje com 235 episódios. O Deep Space Podcast é publicado semanalmente via iTunes, aplicativos e retransmitido diariamente na sua própria rádio online além de mais uma série de rádios ao redor do mundo, incluindo recentemente a emissora de Lars Behrenroth "Deeper Shades Radio Network". Neste espaço criado por Marcelo já foram tocadas mais de 2.500 músicas, e muitos convidados já passaram por ali, movimentando cases dos mais diversos. Marcelo Tavares é também produtor executivo da Paunchy Cat Records, DJ residente no bar. em São Paulo, e diretor executivo da RTS.FM Brasil.


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